Aquele ali, se esquentando, Que parece estar dormindo, É o velho “seu” Esmilindro Quando lhe falam, responde, Mas senão, vive calado, Olhar triste, entrecerrado Perdido, não sei onde! É desses índios de estância Que ninguém conhece o drama. Tem só os arreios da cama h hnpo,hjb. f? E um poncho velho que o cobre. E embora nunca se dobre, Nem ao guascaço mais duro, Pouco lhe importa o futuro, Pois já nasceu pra ser pobre! Conhece de tudo um pouco, Trança, laça e gineteia Não fala da vida alheia Nem se mete em discussão E já ao primeiro clarão, A estrela d’alva saindo Encontra o velho Esmilindro De pé, batendo tição! É quem recolhe os cavalos Bem antes que o dia venha, Puxa água e corta lenha Pra as chinocas da cozinha. É quem cuida de galinha E dá quirera pra pinto. Sabe tudo por instinto E o que não sabe, adivinha! Surgiu um dia na estância Ao tanco dum baio-ruano E ficou. Passou-se um ano, Foi ficando, até ficar E ao fim de tanto penar Só tem, além da ossamenta, Esse fogo onde se esquenta E esse galpão que é o seu lar. A ninguém diz de onde veio Nem tampouco pra onde vai. Não tem mão, nem teve pai Que lhe acolherasse um nome E à medida que se some No tremendal da amargura Vai vendo que sem ternura As almas morrem de fome. Por isso é que ao pé do fogo Cabisbaixo e silencioso Vive a pensar no repouso Da cruz do campo, sozinha, Quando ali de tardezinha O vento for repetindo: Dorme aqui um tal de Esmilindro Que nem sobrenome tinha! Jayme Caetano Braun Seu Esmilindro songtext Suchen mit Google Jayme Caetano Braun Seu Esmilindro liedtext Finden Sie mit Yahoo Jayme Caetano Braun Seu Esmilindro songtext | | |